quarta-feira, 18 de maio de 2011

É a geografia que me mata….

Sou jornalista por formação e coração também desde 2009, embora já esteja quase esquecendo disso. Por motivos alheios à minha vontade, tenho andado longe de tudo e não falo metaforicamente, não. Dizer que moro no interior é redundante porque tudo por essas bandas é meio interior, mas no meu caso é interior mesmo, ou seria exterior? Afinal, estou longe, fora de tudo!!!! Para acabar logo com esse suspense ridiculo, e não intencional, preciso dizer que moro na roça mesmo. Com direito a estrada de terra, igrejinha, escola de primeiro grau e um salão cafajeste onde acontecem umas festas mais cafajestes ainda.
Não que eu me ache “espertinha” demais pras festas daqui, aliás, não me acho e tenho certeza de que não sou. Sofro de velhos problemas de autestima, muito bem fundamentados, mas que não vem ao caso agora.  O fato é que não me sinto a vontade confraternizando no meio do povo...conversinhas burocraticas com a vizinhança me entediam antes mesmo de começarem, imagino a cena  e evito a abordagem. Me limito a comentários curtos e risos amigáveis. Nada contra as pessoas, mas coisas cotidianas em geral me irritam.
Como era de se esperar, a internet não funcionava aqui e fiquei quase dois anos longe do universo virtual. Mas agora até o fim do mundo é 3G e eu estou de volta a esse reduto de inutilidades que me ajudam a passar o tempo e adiam a loucura que prevejo inevitável. Sendo assim, aviso  aos navegantes que, graças ao convite do Cristiam - meu ex-colega e eterno amigo pras horas boas, porque que nas ruins prefiro ficar sozinha – vou passar por aqui de vez enquando pra contar as novidades da vizinhança, minhas incursões pela lavoura, despejar as minhas chatices e falar sobre as inutilidades essenciais que encontro por aqui, na boa e já velha internet. Ateh!

Colaboração: Sirlei Pazinato, jornalista

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