Passava da meia-noite. O bar estava começando a esvaziar. As mesas, outrora lotadas de pessoas tentando descobrir o segredo do universo entre uma dose e outra, agora estavam praticamente vazias. Restavam poucos entre os que ainda buscavam respostas para as suas perguntas.
Não fazia sentido, mas em uma destas mesas ainda proliferavam-se risos, histórias e inverdades tratadas como filosofias. “filosofias de boteco”, diriam alguns. Talvez fosse. Começaram a sentir a necessidade urgente de escrever. se estivessem conectados, tuittariam. Ah, a convergência de mídias... Na falta de instrumentos online, chamaram o garçom. Pediram guardanapos. Tiraram canetas que julgavam ter esquecido em algum destes eventos tediosos que costumam freqüentar. Deliberadamente, traçaram planos secretos de dominar o mundo, transcrevendo para o papel – amassado, sujo, molhada, gorduroso – suas ideias mirabolantes.
Terminaram a noite quase na manhã seguinte. Nos bolsos, dezenas de restos de teorias, críticas, comentários e resenhas. Não contentes em inundar os bolsos com palavras tortas e vãs, reuniram o material daquela e de outras noites em um blog. Isso é o que acontece quando jornalistas se reúnem e encontram um combustível perfeito para espantar demônios que precisam ficar escondidos nas rotinas dos impressos e que não podem, mesmo por descuido, serem trazidas a tona nos meios que a sociedade julga tradicionais e credíveis.
Por isso, não espere encontrar aqui algo que faça sentido. Ou que lhes mostre o que é o jornalismo. Não o lado que todos conhecem, pelo menos. O que nós queremos é lhe oferecer o Lado B. o que ninguém quer, muito nos interessa. Boa leitura.
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